[Resenha] Filhos de Galagah – Leandro Reis

Eu estou um pouco nervosapara fazer essa resenha, claro, o fato é que esse é o melhor livro sobre reinose magia (o que pode ser melhor que magia?!) que já li. E, olha que sou da “geração Harry Potter”; crescijunto com a saga nos cinemas e li todos os livros, contudo, ainda assim meapaixonei perdidamente pela heroína, Galatea, e a anti-heroína, Iallanara, quejuntas são “melhor que Coca-Cola com pipoca”, isso me deixa com medode fazer, dessa, uma enfadonha resenha escolar.
          Tem muitos personagenslegais, como Ethan – muito misterioso e viveu alguns séculos e, mesmo assim, éjovem e bonito (adoro essa parte!) – e o personagem engraçado, Gawyn (que mefaz parar de ler toda vez que faz piada só para eu ter uma crise de risossozinha, assustando minha família). A história é cheia de demônios, almaspresas em lugares mágicos, mortos vivos, dragões e magia, muita magia.
          O que mais gostei foi areligião de Galatea, é muito interessante como sua fé leva a fazer coisasimpossíveis em nome de seu deus, Radrak. Não há nada que ela não derrote comsua espada de luz dourada. Agora preciso parar para descrever mais sobre aestrutura da história, se não os spoilers vão começar a aparecer.
          As vidas de GalateaGoldshine e Iallanara Nindra foram muito diferentes em todos os aspectos.Enquanto a doce princesa, Goldshine, cresceu cercada de amor, proteção e vivesorrindo enquanto é cuidada por seus pais e treinada para ser uma Guardiã da Vida;por sua vez, Iallanara é apática, mal-humorada e cresceu em meio às sombras emuma floresta sinistra e criada por um ser perverso, Sukemarantus (que ensinamagia negra e a obriga a fazer sacrifícios, tanto humanos quanto de pequenosanimais). Tudo que acontece em suasvidas parece separar ainda mais suas realidades.
          No trajeto de determinadamissão, após Galatea ter sido nomeada Campeã Sagrada de Radrak, esta se deparacom Iallanara – que estava fugindo de Sukemarantus, em uma floresta -, por seusvalores, Galatea salva Iallana de ser, novamente, capturada pelo Sukemarantus,motivo cujo qual nasce uma amizade forçada. Elas partem pelo mesmo caminho,junto a Gawyn e Sephiros – elfos guerreiros e mago respectivamente. Com o tempoeles acabam se tornando amigos verdadeiros e ajudam Galatea em sua jornada paradeter Enelock, uma criatura maligna que castiga o Reino de Galagah a séculos.
          Só que acima dadificuldade de destruir um inimigo, que conta com as forças de Orgul, deus damaldade e dos sofrimentos, ela também tem uma maldição a superar: Todos os Goldshinetêm o destino de morrer pela profana espada de Enelock.
          Agora ela precisa ter fé edeixar que a luz de Radrak a proteja, mas não é fácil manter a fé sob talinfluencia. Todavia, ela contará com a amizade de Iallanara, Sephiros e Gawynpara enfrentar seu primeiro obstáculo: um dos aspectos de Orgul, Merkanos.
          Durante toda a leitura éimportante prestar atenção a todos os detalhes, nomes, lugares, entre outros;caso contrário se perderá e terá que voltar sua leitura para se situar; Pois oautor é detalhista e usa todos os recursos a sua disposição, e em algunsmomentos ele busca informações que antes pareciam não ter importância.
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          Eu praticamente não deixeio livro de lado, fiquei presa a leitura, minha curiosidade no nível máximo. Nãodava pra imaginar o que aconteceria a seguir, e constantemente fui pega desurpresa e fiquei boquiaberta com cada batalha.
          Galatea é uma heroínadaquelas! A descrição sobre ela me fez imaginar como se ela fosse a AnaHickimann, mas de 1,80m com cabelos dourados. Mas seus ideais nobres e, suaalma extremamente bondosa me ajudou a formar um rosto suave, de feições gentise olhos cativantes. Já Iallanara, eu imaginei não muito alta e com um rostomarcante bem bonito, mas carrancudo, de aparência hostil/agressiva por seus modospouco convencionais. Mas, conhecendo melhor a personagem, eu coloquei um poucomais de vida na imagem que eu tinha dela e, no final, ela parecia bem menosagressiva e até mais sensual (haha!).
          O que faltou na históriafoi romance, nada meloso, só para temperar o clima de guerra constante.
          E é bem interessante, para não dizer omínimo, que Galatea não tenha defeitos. Em contra partida Iallanara que é todadeficiente em sua moral é mais real e cativante — para mim— que Galatea, achoque eu não gosto muito de perfeição.
          As partes mais divertidas eram oscombates, sempre tinha muita piada de Gawyn, que encarava cada batalha como umachance de se divertir. Como sempre tem aquela parte da “citação” eu preferiseparar uma parte do livro com as brincadeiras de Gawyn durante um combate:

“— Senhores! —Gritava Gawyn. — Está aberta a competição de espadas na mesa. — vendo umprimeiro atacante preparando um golpe, esquivou-se. A lâmina afiada passourente à mesa, mas cravou em uma das cadeiras.O espadachim,eufórico pelo combate, chutou o queixo do soldado e declarou:— Cadeira nãovale ponto!”

Página 235. Capítulo 11 – O Aspecto de Orgul

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Obs. Agradecimentos especiais a Maycon Felipe que me corrige quando exagero no coloquialismo 😉 
Adoro você “muleque piranha” (aguardo ansiosamente suas críticas sobre minha linguagem inadequada kkkkkkkkkk)


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