Qual o Seu Número? – Karyn Bonask

Sinopse:
Delilah Darling tem quase 30 anos e já se relacionou com 19 rapazes. Sua vida sentimental não tem sido exatamente brilhante, pois todo cara que conhece parece fugir do relacionamento. Quando lê uma matéria no jornal em que a média de homens para uma mulher é de 10,5, fica
desesperada e assustada por estar muito acima dessa média. Além de tudo, o artigo no jornal terminava falando que, se a mulher tivesse o número acima dessa média, seria impossível a pessoa certa. Na tentativa de não aumentar seu número e perder de vez a chance de se casar, Delilah sai à procura de seus antigos namorados e tenta reconquistá-los. Será que um deles estará disposto a esquecer do passado e começar uma linda história de amor?
Qual seu número revela os segredos de cada mulher e prova que, quando
se trata de assuntos do coração, números são apenas uma fração de tempo.

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Ainda acho que a imagem de uma mulher de 70 anos que já transou com 78 homens é um pouco inquietante. Mesmo assim, se algum dia eu chegar a esse ponto, eu já espero ter parado de contar com quantos homens fiquei.

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Ho-Ho-Ho, eu sou a prova viva de que paranóias baseadas em estatísticas existem, mas ninguém supera a paranóia da Delilah Darling, uma linda mulher prestes a chegar à casa dos trinta e hum, com um currículo bem grande de ex-namorados. Total: 19 ex!, quer dizer, esses são os que ela foi para cama. Isso parecia normal… Até ela ler em uma revista que cada pessoa tem em média 10,5 relações em toda a sua vida, o que assusta Delilah, a vadia. E é assim que começa Qual o Seu Número?

Então Delilah decide que o número 20 de sua lista seria o homem com quem casaria e teria uma linda família. Eis que algo foge do controle e ela acaba passando a noite com o pior homem da face da Terra. Destinada a não ultrapassar mais nenhuma casa, Delilah sai à procura de todos os ex de sua vida com a ajuda de Collin – seu vizinho mais que perfeito -, tentando encontrar um que seja o marido perfeito, exatamente como ela sonha e claro, as coisas também não dão muito certo e resulta no melhor livro comédia da minha vida.

A leitura do livro é tão leve e agradável que quando você olha já acabou e de repente você quer mais, por que quanto mais eu lia, mais eu me divertia (acreditem, eu ria sozinho e as pessoas olhavam para mim pensando que eu poderia ser um louco).

A Delilah é uma daqueles personagens que te pega no primeiro parágrafo e de não mais que de repente você está apaixonado por ela. Ah, claro, adorei a sua sinceridade e adorava quando ela mesma se chamava de vadia, uma coisa que nenhuma mulher consegue ser, digo, sincera. Adorei a Delilah “a fácil”. Daria comida e roupa lavada, mesmo ela sendo fácil, uma vadia e seja lá o que mais.  Eu nem vou comentar os encontros com os ex, é um mais louco do que o outro, quer dizer, ela é louca. Nossa, adorei a mãe da Delilah, sempre preocupada pensando que a filha poderia sim ser lésbica (nada de preconceitos, mas com a idade que tem já deveria estar casada). Eu nunca pensei que poderia me divertir tanto com uma cadela – estou falando de um animal mesmo – na historia, genial!
É melhor eu parar por que não quero falar demais e acabar estragando a coisa mais engraçada que li esse ano. Qual o seu número?, é um livro perfeito, independente de você gostar do gênero ou não vale a pena lê-lo.

Novo Conceito mais uma vez trouxe um titulo que com certeza será inesquecível! (Agradeço pelo livro!)

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Bem, é isso, inté!

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[Resenha] Filhos de Galagah – Leandro Reis

Eu estou um pouco nervosapara fazer essa resenha, claro, o fato é que esse é o melhor livro sobre reinose magia (o que pode ser melhor que magia?!) que já li. E, olha que sou da “geração Harry Potter”; crescijunto com a saga nos cinemas e li todos os livros, contudo, ainda assim meapaixonei perdidamente pela heroína, Galatea, e a anti-heroína, Iallanara, quejuntas são “melhor que Coca-Cola com pipoca”, isso me deixa com medode fazer, dessa, uma enfadonha resenha escolar.
          Tem muitos personagenslegais, como Ethan – muito misterioso e viveu alguns séculos e, mesmo assim, éjovem e bonito (adoro essa parte!) – e o personagem engraçado, Gawyn (que mefaz parar de ler toda vez que faz piada só para eu ter uma crise de risossozinha, assustando minha família). A história é cheia de demônios, almaspresas em lugares mágicos, mortos vivos, dragões e magia, muita magia.
          O que mais gostei foi areligião de Galatea, é muito interessante como sua fé leva a fazer coisasimpossíveis em nome de seu deus, Radrak. Não há nada que ela não derrote comsua espada de luz dourada. Agora preciso parar para descrever mais sobre aestrutura da história, se não os spoilers vão começar a aparecer.
          As vidas de GalateaGoldshine e Iallanara Nindra foram muito diferentes em todos os aspectos.Enquanto a doce princesa, Goldshine, cresceu cercada de amor, proteção e vivesorrindo enquanto é cuidada por seus pais e treinada para ser uma Guardiã da Vida;por sua vez, Iallanara é apática, mal-humorada e cresceu em meio às sombras emuma floresta sinistra e criada por um ser perverso, Sukemarantus (que ensinamagia negra e a obriga a fazer sacrifícios, tanto humanos quanto de pequenosanimais). Tudo que acontece em suasvidas parece separar ainda mais suas realidades.
          No trajeto de determinadamissão, após Galatea ter sido nomeada Campeã Sagrada de Radrak, esta se deparacom Iallanara – que estava fugindo de Sukemarantus, em uma floresta -, por seusvalores, Galatea salva Iallana de ser, novamente, capturada pelo Sukemarantus,motivo cujo qual nasce uma amizade forçada. Elas partem pelo mesmo caminho,junto a Gawyn e Sephiros – elfos guerreiros e mago respectivamente. Com o tempoeles acabam se tornando amigos verdadeiros e ajudam Galatea em sua jornada paradeter Enelock, uma criatura maligna que castiga o Reino de Galagah a séculos.
          Só que acima dadificuldade de destruir um inimigo, que conta com as forças de Orgul, deus damaldade e dos sofrimentos, ela também tem uma maldição a superar: Todos os Goldshinetêm o destino de morrer pela profana espada de Enelock.
          Agora ela precisa ter fé edeixar que a luz de Radrak a proteja, mas não é fácil manter a fé sob talinfluencia. Todavia, ela contará com a amizade de Iallanara, Sephiros e Gawynpara enfrentar seu primeiro obstáculo: um dos aspectos de Orgul, Merkanos.
          Durante toda a leitura éimportante prestar atenção a todos os detalhes, nomes, lugares, entre outros;caso contrário se perderá e terá que voltar sua leitura para se situar; Pois oautor é detalhista e usa todos os recursos a sua disposição, e em algunsmomentos ele busca informações que antes pareciam não ter importância.
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          Eu praticamente não deixeio livro de lado, fiquei presa a leitura, minha curiosidade no nível máximo. Nãodava pra imaginar o que aconteceria a seguir, e constantemente fui pega desurpresa e fiquei boquiaberta com cada batalha.
          Galatea é uma heroínadaquelas! A descrição sobre ela me fez imaginar como se ela fosse a AnaHickimann, mas de 1,80m com cabelos dourados. Mas seus ideais nobres e, suaalma extremamente bondosa me ajudou a formar um rosto suave, de feições gentise olhos cativantes. Já Iallanara, eu imaginei não muito alta e com um rostomarcante bem bonito, mas carrancudo, de aparência hostil/agressiva por seus modospouco convencionais. Mas, conhecendo melhor a personagem, eu coloquei um poucomais de vida na imagem que eu tinha dela e, no final, ela parecia bem menosagressiva e até mais sensual (haha!).
          O que faltou na históriafoi romance, nada meloso, só para temperar o clima de guerra constante.
          E é bem interessante, para não dizer omínimo, que Galatea não tenha defeitos. Em contra partida Iallanara que é todadeficiente em sua moral é mais real e cativante — para mim— que Galatea, achoque eu não gosto muito de perfeição.
          As partes mais divertidas eram oscombates, sempre tinha muita piada de Gawyn, que encarava cada batalha como umachance de se divertir. Como sempre tem aquela parte da “citação” eu preferiseparar uma parte do livro com as brincadeiras de Gawyn durante um combate:

“— Senhores! —Gritava Gawyn. — Está aberta a competição de espadas na mesa. — vendo umprimeiro atacante preparando um golpe, esquivou-se. A lâmina afiada passourente à mesa, mas cravou em uma das cadeiras.O espadachim,eufórico pelo combate, chutou o queixo do soldado e declarou:— Cadeira nãovale ponto!”

Página 235. Capítulo 11 – O Aspecto de Orgul

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Obs. Agradecimentos especiais a Maycon Felipe que me corrige quando exagero no coloquialismo 😉 
Adoro você “muleque piranha” (aguardo ansiosamente suas críticas sobre minha linguagem inadequada kkkkkkkkkk)